Procurador pede a prisão de vereador
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sexta-feira, 25 de setembro de 1998
Agência Estado 
O procurador-geral de Justiça do Piauí, Antônio Ivan e Silva, pediu ontem, ao presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, Augusto Falcão Lopes, a prisão preventiva do vereador Djalma Filho, candidato a deputado estadual pelo PPS.
Djalma Filho foi acusado pelo superintendente da Polícia Federal (PF), Robert Magalhães, e pelo delegado-geral da Polícia Civil, Francisco Carlos do Bonfim Filho, de ser o mandante do assassinato do jornalista e apresentador de tevê Donizete Adalto, de 39 anos, candidato a deputado federal também pelo PPS. Como é período eleitoral e Djalma Filho é candidato, Lopes deverá determinar a prisão dele somente após às eleições. Mas por medida de precaução, o Ministério Público (MP) saiu na frente.
Segundo os dois delegados que acusaram Djalma Filho, o vereador é o autor intelectual do crime e os executores são o policial civil João Evangelita Menezes, o Pesão, e o estudante Sérgio Silva. Os policiais informaram que participaram também do crime os motoristas Fabrício Costa e Francisco Mendes, além do secretário-geral do PPS e assessor do vereador Brito Filho.
As investigações ainda prosseguem. Ontem, os policiais prenderam Pesão e recolheram a arma dele, possivelmente usada no crime. É um revólver Taurus especial, de sete tiros, encontrado na casa da amante dele. O procurador-geral explicou que o pedido de prisão preventiva de todos os envolvidos tem o objetivo de ajudar a polícia a concluir o inquérito e é medida de segurança dos acusados.
Djalma Filho terá prisão especial porque é advogado, professor de Direito Penal na Universidade Federal do Piauí e, como vereador, tem foro privilegiado no julgamento, que será feito pelo TJ.


