Procurador não acredita em reabertura do caso
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quarta-feira, 18 de dezembro de 1996
Claudio Renato<br> Agência Estado 
RIO - O procurador da República André Barbeitas disse ontem acreditar que dificilmente o caso do atentado à bomba na OAB será reaberto. Não basta querer, é preciso que realmente haja indícios novos, segundo concede orientação uma súmula do Supremo Tribunal Federal, afirmou.
No começo de 1995, Barbeitas pediu o arquivamento do caso, negando pedido do Conselho Federal da OAB, justamente por considerar que não havia indícios para reabrí-lo. Na época não havia investigações e novos indícios, justificou o procurador.
O juiz da 4ª Vara Federal, Abel Fernandes, no entanto, preferiu remeter o parecer de Barbeitas para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, onde o processo estava até hoje dependendo de novos elementos.
Comentando o relatório de investigadores particulares contratados entregue ontem ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados no Brasil, Francisco Uchôa, o procurador mostrou-se bastante cético: Acho questionável essa história de investigação particular, disse Barbeitas. Esse é um problema da OAB.


