Procurador-geral do Rio pede desculpas aos pais de funcionário da Fiocruz
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 18 (AE) - Em nome do Estado do Rio de Janeiro, o procurador-geral Francesco Conti pediu desculpas, hoje, à família de Jorge Antônio Carelli - funcionário da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) que desapareceu em 10 de agosto de 1993, após ser levado por policiais da Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Favela da Varginha, em Manguinhos. "Em nome do Estado, peço desculpas ao senhor e à senhora", disse Conti, dirigindo-se a Antônio e Maria Carelli, pais da vítima.
O juiz da 10ª Vara de Fazenda Pública, Edson de Aguiar Vasconcellos, homologou, no final da tarde de quarta-feira, acordo entre o Estado e os pais Carelli. Antônio e Maria vão receber, cada um, R$ 22,5 mil de indenização por danos morais, além de uma pensão mensal de R$ 875 por danos materiais. O casal receberá a pensão durante cinco anos ou até sua morte.
Funcionários da Fiocruz comemorarm hoje, em solenidade, a indenização e o reconhecimento da culpa por parte do Estado. "Era o meu filho que eu queria", disse Antônio, emocionado. "E não há dinheiro no mundo que pague isso".


