Belo Horizonte, 08 (AE) - O procurador federal aposentado Francisco Werneck, de 57 anos, foi preso por policiais militares na madrugada de hoje, acusado de dirigir embriagado e de ter se envolvido em uma série de confusões;. Ele foi levado ao Departamento de Trânsito (Detran) de Belo Horizonte. De acordo com a PM, por volta das 23h30 de terça-feira o procurador conduzia o jeep Cherokee, placas GXK-6464 (Belo Horizonte), no viaduto da Mutuca, BR-040, saída da capital para o Rio de Janeiro, quando bateu na lateral da Brasília de placas GOK-1168, dirigida por José Rodrigues da Silva, de 59 anos.
A batida não foi forte, mas Werneck sequer parou para ver o que acontecera. Testemunhas contaram que o procurador acelerava e freava o carro na rodovia, dando sinais de estar bêbado. O motorista da Brasília, acompanhado pelo filho, Juliano Rodrigues da Silva, de 19 anos, seguiu o procurador aponsentado até o bairro São Bento, na zona sul da capital, onde ele estacionou em frente a uma pizzaria. A PM foi acionada. "Fomos tentar conversar e ele nos agrediu fisicamente, a mim e a um segurança da pizzaria", disse Juliano.
O tenente PM Ernesto Furcs, que atendeu a ocorrência, também relatou desacato aos policiais e tentativas de agressão. "Ora ele dizia que era juiz ora que era promotor, mas não dava certeza sobre o cargo", afirmou. "Não tinha documentos pessoais, nem do carro e resistiu depois de receber voz de prisão." O aposentado caiu e machucou o joelho quando tentava livrar-se dos policiais.
Werneck foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital João XXIII, no centro, para ser medicado. Em seguida, por volta das 3h, a viatura o levou para a Delegacia do Detran, onde o carro foi apreendido. Parentes de Werneck, que se recusou a fazer o teste do bafômetro, tentaram impedir que ele prestasse depoimento, mas sem sucesso.
O delegado Walter de Freitas determinou que o procurador fizesse um exame no Instituto Médico Legal. Werneck submeteu-se a testes clínicos e de coordenação motora, que comprovaram a embriaguez. "Com o resultado, ele foi enquadrado no artigo 306 do Código de Trânsito, o que pode dar de um a três anos de prisão e sua carteira será cassada por um período que vai de quatro a 12 meses", afirmou Freitas.
Na manhã de hoje o filho do procurador, com o mesmo nome do pai, esteve no Detran para tentar liberar o jeep. O veículo continuou detido pois a documentação estava irregular.

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