Procurador entra com ação contra sistema na UFPR
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Equipe da Folha 
Curitiba- O procurador da República em Guarapuava, Pedro Paulo Reinaldin, entrou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Universidade Federal do Paraná (UFPR) se abstenha de aplicar o regime de cotas para os chamados afro-descendentes (negros e pardos) e para os egressos de escolas públicas.
A UFPR publicou recentemente edital tornando públicas as regras do processo seletivo para os cursos de graduação, em que foram fixados 20% das vagas para inclusão racial e 20% para inclusão social. Para o procurador, ''tal sistema fere os direitos constitucionais de igualdade de todos perante a lei, igualdade de condições para o acesso à escola e acesso aos níveis mais elevados do ensino segundo a capacidade de cada um''.
Reinaldin disse que a adoção das cotas é ''uma solução compensatória'', que não ataca o problema em sua raiz. ''É essa a discriminação: a péssima prestação do ensino fundamental e médio pelo Estado'', diz o procurador da República na ação.


