Procurador acusa direção de desviar recursos
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sábado, 08 de maio de 1999
Agência Estado 
O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), José Artur Guedes Tourinho, foi afastado do cargo por tempo indeterminado pelo juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva. A decisão foi tomada na quinta-feira e comunicada pelo juiz ao ministro de Políticas Regionais, Ovídio di Angelis.
O pedido de afastamento de Tourinho foi formulado pelo procurador da República em Mato Grosso, José Pedro Taques, que o acusa de desvio de dinheiro do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam) para beneficiar várias empresas na região.
O juiz diz, na sentença que, de acordo com o relato dos auditores fiscais responsáveis pela apuração das irregularidades ficou caracterizada a intenção de prejudicar as investigações nesta ação civil pública e na esfera administrativa.
Tourinho evitou comentar a decisão do juiz, mas afirmou: Fui nomeado pelo presidente da República e, em qualquer situação, só posso ser exonerado ou afastado do cargo por decreto do próprio presidente. Ele disse ter conversado anteontem com Angelis, de quem teria ouvido a seguinte frase: Dr. Tourinho, não tem nada no governo contra o sr.
O superintendente avisou que amanhã pela manhã, irá para o gabinete na Sudam despachar normalmente. Ele acrescentou: Não tenho do que me envergonhar e vou continuar trabalhando com toda dignidade; se houve desvio de dinheiro, não foi da Sudam, mas de empresários.
Na véspera da decisão da Justiça de Mato Grosso, Tourinho havia desmentido desvio de recursos do Finam. Ontem, ele anunciou que quatro empresas tiveram os incentivos fiscais cancelados: Companhia de Mecanização da Amazônia (CMA), Curtume do Pará, Fazenda Alto Bonito e Alya Agroindustrial.


