Procurador acompanha investigações
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quarta-feira, 01 de dezembro de 1999
Por Kátia Brasil 
Manaus, 01 (AE) - O procurador da República Osório Barbosa Sobrinho, que já prestou depoimento na CPI do Judiciário sobre o caso dos alvarás - está acompanhando o desenrolar das investigações da Polícia Civil do Amazonas sobre o assassinato de Pedro França, marido da testemunha Maria de Lourdes França. Sobrinho disse que não podia se posicionar se há uma relação entre a morte de França e o caso dos alvarás. "Vamos acompanhar todos os aspectos da investigação", afirmou o procurador.
O delegado Nivaldo Farias afirmou que "por enquanto a investigação é de competência da Polícia Civil por se tratar de um homicídio". "Se houver um indício de ligação com o caso do alvará a Justiça deverá se pronunciar sobre a competência", disse Farias. Em 1997, Pedro Alves França Filho foi acusado, com Antônio Leandro e Aldacy Augusto Xavier, de sequestro, assassinato e ocultação de cadáver do comerciante Jorge Luiz do Amaral Reis, o "Babi". Aldacy foi assassinado em 1998, em Roraima.
Leandro continua preso. O delegado adjunto da Polícia Civil
Alberto Ramirez, que investigou o caso Babi, disse não ver relação do assassinato de França com vingança. "O França estava sendo ameaçado. E foi executado por um profissional", afirmou Ramirez.
Mais duas testemunhas do caso dos alvarás, que prestaram depoimento na semana passada a pedido do STJ, estão recebendo ameaças de morte. Maryvânia de Castro e Maria Luzinete de Paula recebem ameaças por telefone. Elas são, respectivamente, a mulher e a mãe do traficante Charles Roosevelt de Paula Rodrigues, que está preso na Penitenciária Anísio Jobim. Em abril ele entregou ao procurador-chefe Sérgio Lauria Ferreira uma carta- denúncia afirmando ter pago R$ 21 mil por um alvará de soltura. Maryvânia e Luzinete ratificaram a denúncia ao STJ.


