O procurador do Trabalho da 9ª região, Gláucio Araújo de Oliveira, de Curitiba, que está em Porecatu investigando as denúncias feitas contra a Usina Central Paraná reuniu-se novamente com sindicalistas e com o diretor-administrativo da empresa Glauco Miguel Ferrigno para obter detalhes sobre o caso. O procurador do Trabalho tomou conhecimento das denúncias de irregularidades na usina através da Folha.
Concentrando-se diariamente na frente dos portões da empresa, os trabalhadores esperam uma solução para pôr um fim à greve. O Sindicato dos Rodoviários de Londrina coordena o movimento, juntamente com dezenas de sindicatos da região Norte do Estado. Na semana passada a usina cedeu e pagou o 13º salário, que não foi suficiente para cobrir as dívidas feitas pela maioria dos empregados no comércio local.
A cortadora de cana Terezinha de Souza, 53 anos, três filhos, funcionária da empresa há 11 anos, recebeu um cheque de R$ 8,00 referente ao 13º. A funcionária está afastada há um ano por doença. ‘‘Tenho problema na coluna e nas pernas’’, relatou. Ela disse que tentou se ‘‘encostar’’ no INSS, mas não conseguiu. A usina também não teria oferecido auxílio-doença.
Segundo Terezinha, a secretária da empresa informou que, para receber o auxílio, teria que trabalhar oito dias por semana. ‘‘Não aguento nem andar’’, afirmou. Terezinha está devendo em duas farmácias da cidade e toma um terço dos remédios prescritos pelo médico. (M.B.)

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