O posto de vacinação instalado na Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai) foi um dos mais movimentados ontem em Foz do Iguaçu. Centenas de brasileiros, paraguaios e brasiguaios (agricultores brasileiros residentes no país vizinho) procuraram a unidade para vacinar seus filhos contra a poliomielite. Os agentes também distribuíram a dose na Ponte Tancredo Neves (Brasil/Argentina), onde o fluxo de veículos e pedestres foi menor.

Em Foz, foram montados 124 postos de vacinação. O objetivo era imunizar 33 mil crianças com até cinco anos. A Secretaria Municipal de Saúde não divulgou balanço parcial até o meio-dia.

Em Londrina, o dia de temperatura agradável e de céu limpo prometia colaborar com a campanha. A chuva atrapalhou a primeira etapa, em junho. A meta é vacinar 100% (39.557) das crianças de zero a cinco anos das áreas urbana e rural.

Embora o índice atual de vacinação contra a doença do município (96,5%) esteja acima do considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - 95% -, a paralisia infantil ainda não está erradicada. Londrina não tem nenhum caso desde 1980.

A enfermeira e coordenadora da campanha, Sandra Melo disse que, apesar de todo o trabalho de divulgação, há ainda pais e responsáveis que não priorizam a vacinação. Considerando o índice de 96,5% atingido na campanha passada, isto significa que cerca de 1.400 crianças entre zero e cinco anos não receberam a vacina.

Ao todo foram montados 148 postos de vacinação, incluindo as 39 unidades básicas de saúde da zona urbana e 13 na área rural. Outros 96 postos volantes estão oferecendo a vacina em supermercados, farmácias, escolas e nos terminais rodoviário e urbano de transporte coletivo. O trabalho vai envolve 600 servidores municipais e 250 voluntários de várias entidades e instituições. (Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu, e Célia Baroni, de Londrina).

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