Curitiba - Edi Gláucia Repula, assistente social da Central de Transplantes do Paraná, explica que o governo estadual está realizando investimentos e campanhas para aumentar o índice de captação de córneas no Estado. Entre as ações, ela cita a regulamentação dos bancos de tecidos oculares do Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba e do Hospital de Olhos de Cascavel, o treinamento de comissões internas de transplantes nos hospitais e a destinação de mais recursos para fornecimento de líquidos para conservação de córneas.
''Os índices de captação estão aumentando, mas podemos melhorar. Sabemos que há hospitais que podem captar mais córneas. A córnea é fácil de remover, não deveria haver tanta gente na fila de espera'', diz Edi Gláucia. A assistente social argumenta que o tempo de espera para um transplante de córnea no Paraná está entre um ano e um ano e dois meses.
Ela afirma que a maior dificuldade para aumentar os índices é o fato de que a procura de órgãos não é feita em 100% dos óbitos do Paraná. ''Isso ocorre porque os profissionais - médicos, enfermeiros - das instituições muitas vezes são voltados para outras atividades. Além disso, a conversa com a família é delicada. Às vezes, faltam profissionais com perfil para fazer essa abordagem'', diz a assistente social.
Edi Gláucia aponta que, no Paraná, aproximadamente 50% das córneas captadas são descartadas após avaliação das condições do órgão removido.(F.G.)

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