Rio, 06 (AE) - O Programa Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vão entrar com ação coletiva na Vara de Falências e Concordatas, contra a Telemar do Rio, pedindo o ressarcimento material de comerciantes e empresários da Barra da Tijuca. Eles estão sem telefone desde domingo (01), quando um incêndio destruiu uma estação da operadora.
O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, átila Nunes (PMDB), alega que os celulares disponibilizados pela Telemar aos comerciantes são insuficientes para conter prejuízos. "Casas de câmbio não podem operar via Internet e as pizzarias estão impedidas de receber pedidos de seus clientes", disse.
Se a liminar for concedida, todos os empresários - cerca de 4 mil - vão poder ingressar com pedido de indenização na Justiça. Outros assinantes também podem entrar com ação de ressarcimento material ou moral, mas, segundo Nunes, os casos deverão ser analisados em separado.
O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) só vai divulgar as causas do incêndio entre dez e 15 dias. Os peritos recolheram amostras, que serão enviadas para laboratório, e, por isso, o prazo para encerramento dos trabalhos foi prorrogado, de acordo com o diretor do ICCE Sérgio da Costa Henriques.
O comandante do Grupo de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca, tenente-coronel Edmar Quintanilha, disse que havia diversos focos de fogo no prédio da estação telefônica, o que seria indício de incêndio intencional. "A opinião dos bombeiros não quer dizer nada; a informação oficial é a dos peritos criminais", afirmou o diretor do ICCE.
Um total de 19 mil linhas foi destruído no incêndio e outras 40 mil ficaram temporariamente inutilizadas. A Telemar do Rio não se pronunciou sobre a ação coletiva ou a liberação do laudo.

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