Em Londrina, o Procon recebe cerca de 30 reclamações por mês contra planos de saúde. O coordenador do órgão, Martiniano Tito Valle, disse que dificilmente as empresas responsáveis têm uma proposta para acordo com os usuários. A maioria dos casos acaba sendo encaminhada para a Justiça. Segundo o diretor, menos de 10% das reclamações são solucionadas. A principal queixa dos usuários é com relação à cobertura dos planos de saúde.
Tito Valle explica que o usuário não é esclarecido sobre as restrições e direitos contratuais. ‘‘Se as pessoas realmente conhecessem a fundo os contratos, raramente assinariam um’’, garante. Muitos procedimentos, diz ele, não estão previstos no contrato e que os usuários só tomam conhecimento disse quando precisam do serviço. Um exemplo são as cirurgias para obesidade mórbida. Valle orienta os usuários a procurarem o Procom ou um advogado antes de assinar um contrato de plano de saúde.
O coordenador do Procon de Maringá, Adilson Reina Coutinho, não acredita que o serviço de informações via telefone da Agência Nacional de Saúde vá reduzir as reclamações. ‘‘A saúde é a segunda em denúncias ao Procon e são todos casos de difícil solução, que um telefonema não vai resolver’’, afirma. Apenas este ano em Maringá foram 60 denúncias, principalmente contra planos de saúde. Pelo menos 30 ainda dependem de análise.
O disque-saúde, no opinião de Coutinho, pode ser eficiente, mas não vai passar de um serviço de informações. ‘‘Quando o usuário tiver qualquer dúvida maior ou problemas de atendimento, com certeza vai procurar o Procon’’, acredita. (Marcos Zanatta, de Maringá, e Edna Mendes, de Londrina)

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