Processos no Incra já são afetados por greve
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Ontem, no primeiro dia de greve dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, 60 trabalhadores cruzaram os braços e se mobilizaram em frente à sede do órgão, no Centro de Curitiba. Hoje são 150 funcionários do Incra que trabalham na Capital, e nas cidades de Cascavel e Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul. Com a paralisação, devem ser afetados os serviços de certificação de imóveis rurais, regularização fundiária, aposentadoria rural liberação de crédito em todo o Paraná.
A categoria reivindica reposição salarial de 22%, índice que corresponde às perdas inflacionárias dos últimos quatro anos, além da reestruturação das carreiras e melhorias das condições de trabalho. Segundo João Wagner, presidente da Associação dos Servidores do Incra no Paraná (Assincra-PR), para esta semana estão sendo programados atos em todo o Brasil.
''Na última reunião, realizada em maio, o governo nos disse que não tinha como continuar negociando porque não havia previsão de avanços. E, como em todos os anos, na definição do Orçamento os servidores do Incra são preteridos, desta vez buscamos mudanças'', explicou Wagner.
Também, de acordo com a Assincra-PR, o número de servidores é ''muito pequeno para o volume de trabalho''. ''Pelo menos 40% dos profissionais que atuam no órgão vão estar aptos a se aposentarem até 2014. Então a situação que hoje já está ruim pode piorar ainda mais se o quadro pessoal não for aumentado'', completou. Em todo o País, conforme o órgão, são 5,7 mil trabalhadores.


