O cartório da 1ª Vara Criminal de Campo Mourão recebeu de volta o processo contra três dos quatro acusados pela morte do fazendeiro Windsor Teodoro de Oliveira. O processo voltou arquivado, uma vez que a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná considerou válido o julgamento realizado em junho de 96, quando a viúva Patrícia Vecchi de Oliveira, 21, e os ex-empregados Pedro Máximo da Silva, o ‘‘Bicudo’’, 28, e Sueli de Fátima da Conceição, 26, foram absolvidos.
A acusação era que Bicudo tinha matado o fazendeiro a mando de Patrícia e com a participação de Sueli.
Com o arquivamento, o processo continua aberto apenas contra Flávio Passadore, um amigo de Windsor que se tornou suspeito pelo crime e fugiu após ter prisão decretada pela Justiça, em junho de 95. Ele continua foragido.
O assassinato de Windsor aconteceu em outubro de 94. O fazendeiro, que na época tinha apenas 21 anos, teve a cabeça decepada enquanto dormia. Seis meses depois a polícia prendeu Patrícia, Sueli e Bicudo como participantes no crime. Eles só foram soltos mais de um ano depois, quando foram absolvidos em julgamento. Bicudo foi o único que chegou a confessar o crime, mas no dia do júri disse que havia confessado sob tortura.
Este ano, o caso voltou a ganhar destaque quando o cabeleireiro Fernando Ribeiro, 35, foi preso e contou à polícia que sabia quem era o assassino de Windsor. Ele acusou o pedreiro Antônio Santana, 26, que também está preso.

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