Mais de quatro mil estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas compareceram à UEL (Universidade Estadual de Londrina) na tarde deste domingo (24), terceira vez em que a instituição sediou uma etapa do PAS (Processo de Avaliação Seriada) da UEM (Universidade Estadual de Maringá). Para o ano que vem estão sendo ofertadas 753 vagas através desta modalidade de acesso, que funciona como um vestibular “parcelado” e leva em consideração a pontuação dos estudantes em três etapas ao final de cada ano do ensino médio. O caderno de provas deste domingo foi composto por 40 questões objetivas de conhecimentos gerais e uma proposta de redação e somente os alunos do terceiro ano do ensino médio precisam encarar dez questões das disciplinas específicas uma vez que a escola do curso ocorre somente nesta etapa.

Neste ano, a expectativa é que quase 30 mil estudantes comparecessem aos locais de prova, situados também em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Goioerê, Ivaiporã, Paranavaí, Loanda, Umuarama e na própria UEM em Maringá. Londrina, segundo Edilson Gimenes, coordenador da sede, só fica atrás de Maringá no número de candidatos.

Em Londrina 4.035 estudantes do ensino médio participaram do PAS.
Em Londrina 4.035 estudantes do ensino médio participaram do PAS. | Foto: Vitor Struck - Grupo FOLHA

Quem encarou mais de sete horas de viagem foi o jovem Theo de Oliveira Oliveto, 16. Ao lado dos pais e o irmão, o estudante veio de Poços de Caldas (MG) em busca de garantir uma vaga em Medicina, o que pode se concretizar somente em janeiro de 2022, data da divulgação do resultado para os alunos que hoje estão no primeiro ano do ensino médio como ele.

“Eu fiz duas provas desse tipo, mas esta estava bem mais difícil, bem mais puxada, mesmo eles dando as fórmulas foi bem mais complicado. As mais difíceis foram Química e Física. Eles deram a fórmula e exageraram no conteúdo, nas perguntas. Na redação eu fui bem, o tema não era não complicado, mas tinha que tomar cuidado com o limite de linhas”, avaliou.

Mesmo assim o jovem não utilizou as sete horas totais de prova e deixou o campus por volta das 17h. Para Daiane Sotello Oliveto, um alívio em meio a um final de semana de muitos quilômetros dedicados ao futuro do filho. “Agora é ir para o shopping, jantar, fica um pouquinho, vai para o hotel e sai cedinho porque o outro menor tem prova também na escola à tarde. Temos que sair daqui 4h30, 5h no máximo para chegar lá entre 12h30 e 13h. Se ele passar na UEM é o que ele queria, é aqui mesmo, então total apoio”, garantiu.

Do estado de São Paulo vieram candidatos de Piraju, Votuporanga, Bauru, Presidente Prudente, Mirassol e Assis, além de vans de Marília e Ourinhos. Já do Paraná foi possível encontrar estudantes de Arapongas, Ponta Grossa, Sertanópolis e Porecatu, como os colegas do segundo ano do ensino médio Eder Nascimento, 16, e Júlia Barbosa, 17.

Ela ainda está decidindo entre Medicina e Psicologia e preferiu começar a prova pela redação. “Eu acho que é o mais difícil, então é começar por ela por você estar com seu pensamento livre, sem ter feito várias leituras e deixei exatas para o final”, contou.

Já o colega de classe tem mais facilidade com as “exatas”, por isso sonha em ser engenheiro civil. “Comecei pelas questões de exatas e deixei a redação por último, por exigir mais sobre o que eu vou escrever deixei por último. Eu tenho amigos que estudam na UEM e me falaram que é uma excelente faculdade”, comemorou.

Segundo a UEM, 4.976 estudantes dos terceiros anos disputam as 753 vagas para o ano que vem, de modo que a modalidade se mostra menos concorrida e “estressante” que o vestibular.

Para Tatiana Galindo, mãe do estudante do primeiro ano Gregório Galindo, a modalidade é muito interessante também por servir de “aquecimento” para o vestibular. “Se ele for bem nesses processos que vêm primeiro ele tem uma chance maior de entrar com uma boa nota no curso. Acho bom eles terem essa experiência de ver o que é um vestibular. No meu tempo não tinha essa questão de treineiro e tal. Acho que tira um pouco a ansiedade da primeira vez que a pessoa vai fazer”, avaliou.

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