Curitiba- A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) órgão vinculado ao Ministério dos Transportes abrirá processo administrativo para apurar as causas dos acidentes envolvendo composições da América Latina Logística (ALL), na segunda e quarta-feira, em Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba) e Mafra, cidade catarinense que faz divisa com o Paraná.
Segundo avaliação preliminar da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, cerca de 120 mil litros de óleo vegetal e outros 65 mil litros de óleo combustível vazaram dos nove vagões que tombaram no primeiro acidente, atingindo o Rio Negro, que abastece as duas cidades. Além do dano ambiental, o fornecimento de água ficou comprometido.
Segundo a assessoria de imprensa da ANTT, técnicos que fazem a vistoria da malha ferroviária da Região Sul estão acompanhando os trabalhos da ALL no atendimento aos acidentes. Caso fique comprovado que a responsabilidade foi da ALL por má-conservação na ferrovia ou no maquinário, por exemplo, a empresa poderá ser ser multada por quebra das obrigações contratuais.
No contrato de concessão, a ANTT estabelece que a concessionária deve atingir metas mínimas de redução de acidentes e ''adotar medidas necessárias e ações adequadas para evitar ou corrigir danos ao meio ambiente causados pelo empreendimento''.
O entendimento de representantes dos órgãos ambientais do Paraná e Santa Catarina que se reuniram na tarde de ontem é o de que a ALL está mais preocupada em recuperar o trecho de trilhos comprometido com o acidente do que em tentar reverter o dano ambiental.
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estão fazendo sobrevôos no local do acidente e vistorias em campo para mensurar a extensão da contaminação com o óleo. Segundo o presidente do IAP, Rasca Rodrigues, aparentemente o dano foi maior no lado catarinense. O valor total da multa será definido após a conclusão da análise da água coletada pelos técnicos do IAP em diversos pontos do Rio Negro.
O coordenador do Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Regines Roeder, disse ontem que um trecho de 16 quilômetros, entre Rio Negro e Mafra, foi embargado pelo órgão.

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