Processo administrativo contra marido de Maeli está parado
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sexta-feira, 27 de agosto de 1999
Por Gabriela Carelli 
São Paulo, 28 (AE) - O processo administrativo contra o marido da vereadora Maeli Vergniano (sem partido), de São Paulo, Josué Magliarelli, concluído em 1998, está parado na chefia de gabinete do secretário de Governo da prefeitura, Carlos Augusto Meinberg. Magliarelli foi processado pelo Departamento de Procedimentos Disciplinares (Proced) da prefeitura por acúmulo de funções públicas. As penalidades previstas para esse tipo de infração são demissão, suspensão ou ressarcimento do dinheiro recebido indevidamente.
Para que a punição seja aplicada e publicada no "Diário Oficial" da União (DOU), é necessária a assinatura do prefeito. O processo administrativo saiu do Proced em 1º de setembro de 1998. Foi para a Secretaria de Negócios Jurídicos, onde permaneceu até 22 de junho deste ano. Em 23 de junho, foi para a chefia de gabinete do prefeito. De lá, em 25 de junho, foi para a Secretaria de Governo. Os processos administrativos são encaminhados para os gabinetes do prefeito e do secretário do Governo apenas em casos de condenação.
Meinberg, responsável pelas articulações políticas entre vereadores e Executivo, tem recebido visitas constantes de Maeli no gabinete. Na semana passada, a vereadora foi flagrada visitando a sede da prefeitura, para conversas reservadas com o secretário. A princípio, a informação era de que o tema das reuniões com a vereadora era a cassação. O julgamento da perda do mandato de Maeli está previsto para terça-feira (31).
Questionado sobre a demora na análise do processo de Magliarelli, Meinberg informou, por meio do secretário de Comunicação Social da prefeitura, Antenor Braido, que deve despachar com o prefeito nos próximos dias. Disse ainda que era preciso uma análise profunda e negou qualquer tipo de favorecimento. Afirmou estar com os papéis em mãos desde o dia 6.
Magliarelli foi processado pelo Proced por acumular as funções de arquiteto da prefeitura e assessor técnico da Câmara. Ele foi indiciado pela polícia por peculato e formação de quadrilha. Foi o sexto indiciado no inquérito que apura irregularidades na Administração Regional (AR) de Pirituba, na zona oeste, antes. controlada por Maeli. Ele foi supervisor de Serviços Públicos na época em que a mulher controlava a regional. Magliarelli responde a processo na 1ª Vara da Fazenda Pública pelo mesmo motivo: acúmulo de cargo.
A Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) entrou, em outubro de 1995, com ação contra ele, pela devolução de R$ 101.586,13, com correção monetária, referentes aos salários recebidos de outubro de 1987 a julho de 1991, quando ocupou o cargo de arquiteto pleno B. A empresa acusa-o de ter acumulado essa função com a de assessor técnico da Câmara.


