Procedimento está disponível na rede pública
Londrina - O procedimento para a colocação da EME é realizada por apenas 35 profissionais do País e está disponível na rede pública. "Apesar disso, em todos os casos que sabemos o procedimento só foi autorizado após os pacientes procurarem a Justiça", comenta o neurocirurgião Marcos Dias. "Em alguns lugares isso começa a mudar. Em São Carlos (SP), a prefeitura fez uma parceria e adquiriu kits do equipamento para atender pacientes que não podem pagar. É um direito de todo o cidadão brasileiro, como aponta o artigo 5º da Constituição."
A cirurgia inédita de implantação da EME em Londrina foi realizada no Hospital Evangélico e durou uma hora e meia. No Paraná, o procedimento havia sido feito apenas em Curitiba e Maringá. A tecnologia americana e alemã é utilizada há 15 anos e chegou ao Brasil há cinco.
O equipamento consiste em um minicomputador que controla todo o tratamento e tem todo o histórico do paciente. Ele possui baterias que são recarregáveis uma vez por semana e tem vida útil entre nove e dez anos.
"Se o paciente viajar para qualquer lugar do mundo, qualquer médico vai ter as informações que estão armazenadas no equipamento. Eu controlo todo o processo, como aumentar a intensidade da corrente elétrica. O paciente só liga e desliga o aparelho", explica o neurocirurgião.
O tratamento pode ser utilizado para combater outros tipos de dores crônicas, como a angina (dor no coração), por exemplo.(L.F.C.)





