Apesar de a cirurgia de redução do estômago ter alta taxa de sucesso, cerca de 80%, o procedimento possui grande complexidade e não é considerado o mais seguro para emagrecer. E os riscos independem da idade.
Existem complicações como depressão e outros problemas psicológicos que afetam 5% dos pacientes. Outros 7% acabam recuperando parte do peso perdido; 5% se queixam de complicações nutricionais: 1% vai a óbito e 6% têm complicações operatórias de menor gravidade.
Segundo o cirurgião Reinaldo Hideto Morioka, antes de chegar a uma atitude tão drástica, o paciente deve passar por diversas outras etapas para a perda de peso: exercícios e dietas, por exemplo. Além de ter que passar por acompanhamento multidisciplinar. ''Mais do que a operação, o paciente precisa mudar hábitos, fazer exercícios, mudar a alimentação. Por isso é necessário ter acompanhamento de psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista etc'', completa.
De acordo com Morioka, para se candidatar à redução do estômago, o interessado precisa preencher alguns requisitos, entre eles ter Índice de Massa Corporal acima de 40 kg/m2, ter feito dieta durante pelo menos 2 anos e idade inferior a 65 anos.
''O paciente obeso precisa emagrecer não por questões estéticas, mas de saúde. Antes deve tentar o tratamento clínico com profissionais especializados e só depois de haver insucesso de tratamentos bem feitos é que a cirurgia tem indicação'', complementa o gastroenterologista Antonio Carlos Valezi.

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