Problemas no jornalismo são curriculares e de infra-estrutura
Brasília, 15 (AE) - Os cursos de jornalismo têm graves problemas curriculares e de falta de infra-estrutura (instalações), de acordo com a Avaliação das Condições de Oferta do MEC. Não é à toa que 44 dos 86 cursos avaliados, ou seja, 51% deles, tenham recebido conceito insuficiente (o pior da escala) em pelo menos dois dos três itens analisados.
"É inconcebível um curso de jornalismo que funcione sem computador, mas infelizmente é a realidade que se encontrou", lamentou o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, enfatizando que o objetivo da avaliação é fazer os cursos melhorarem. "Não tenho interesse em fechar cursos, mas em melhorar a qualidade."
No item referente às instalações, 73% dos cursos ficaram com o pior conceito. "As deficiências reveladas pelas escolas, particulamente nas rubricas organização didático-pedagógica e infra-estrutura, mostram que os êxitos alcançados por jovens jornalistas no Brasil devem ser atribuídos, com certeza, ao esforço de professores competentes e dedicados e ao talento individual desses estudantes que, apesar das dificuldades e deficiências, sustentam ao longo do curso o sonho de exercer com brilho a profissão", registra o relatório síntese da Avaliação das Condições de Oferta apresentado pelo MEC.





