Curitiba- O problema de erosão do aterro na cabeceira de ponte sobre a represa Capivari/Cachoeira, na BR-116, não é o único. Ontem, cerca de dez quilômetros para frente do local do acidente, no sentido norte, o Departamento Nacional Infra-estrutura Terrestre (Dnit) fez reparos no aterro em uma das cabeceiras na ponte sobre o Rio Saltinho, no Km 33. Os trabalhadores passaram o dia aterrando a encosta no final da ponte, que já estava completamente corroída. Segundo moradores do local, a ponte está assim há muito tempo. O início da ponte sobre o Rio Saltinho também está sofrendo erosão. Porém, segundo os trabalhadores, não há ordens para fazer nada no local.
Segundo o encarregado pelas obras na ponte sobre o Rio Saltinho, Nelson Pinheiro, os trabalhadores receberam ordens apenas para colocar terra no aterro atingido pela erosão. Nenhuma outra medida foi adotada para evitar que o problema volte a ocorrer no local.
Para o engenheiro civil e diretor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR), Cladimor Lino Faé, que acompanhou a reportagem da Folha até o local, essa reposição de terra sem nenhuma proteção ''tem vida útil curta.'' ''A erosão vai continuar. A tendência é que a chuva leve a terra. Ainda mais porque é fofa'', explicou.
No início da mesma ponte são visíveis sinais de erosão, mas nenhum trabalho de correção foi feito. ''Do outro lado vai durar mais alguns meses. A terra lá é mais firme'', afirmou Faé. Um morador da região, Getúlio João da Silva, lembra que havia um buraco grande na parte final da ponte, onde aconteceram os reparos, porque a água da chuva escorria e caía no local. O diretor do Crea-PR chamou a atenção para o solo, perto do aterro porque agora, com a reforma, foram feitas pequenas canaletas na terra para escoar água.

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