Problema se arrastas há muitos anos
Problema se arrastas há muitos anos
O lixão de Maringá é um problema que se arrasta há muitos anos. Em 1992, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Ministério Público ameaçaram a prefeitura de multa e processo caso não construísse um aterro. Na época, eram coletadas 140 toneladas por dia e não existia nenhum programa de reciclagem.
A prefeitura comprou uma área de 7 alqueires e iniciou um projeto modular, que teria uma vida útil de cinco anos. O primeiro módulo do aterro foi orçado em R$ 600 mil.
A área escolhida foi considerada imprópria e a reação dos agricultores próximos obrigou o Município a segurar o projeto. A terreno fica em uma região de rocha, imprestável para a construção do aterro.
Os pequenos produtores que têm propriedades em volta da área se mobilizaram, com receio de poluição dos córregos. O projeto do aterro foi abandonado e a prefeitura não apresentou outra alternativa.
A Prefeitura de Maringá tem problemas também com a coleta, que era privatizada até 1993. O trabalho é realizado por 10 caminhões, cedidos pelo Estado e com mais de cinco anos de uso. A frota é apertada, afirma o secretário Hamilton Cardoso.
Cada caminhão, com capacidade de oito toneladas, chega a fazer seis viagens por dia até o lixão, a 10 quilômetros do centro.
A Prefeitura de Sarandi (7 km a leste de Maringá) privatizou a coleta depois que moradores protestaram. Hoje ninguém mais reclama, muito pelo contrário, afirma o prefeito Julio Bifon, do PSDB. (M.Z.)





