A incidência de doenças congênitas em bebês recém-nascidos é outro dado que comprova o atendimento inadequado do pré-natal pela rede pública de saúde. De acordo com a coordenadora do curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maria Bernadete Gonçalvez, o berçário do Hospital Universitário registrou nos últimos anos vários casos de bebês com sífilis congênita.
A doença é transmitida pela mãe durante a gravidez. Segundo Maria Bernadete, Maringá possui uma forte estrutura de postos municipais que não permite mais o aparecimento de doenças congênitas, como a sífilis. ‘‘É extremamente grave detectar sífilis congênita em Maringá porque esta doença pode ser perfeitamente detectada e tratada durante a gravidez’’, diz.
Ela explica que se a doença tivesse sido tratada na gestação, as chances do bebê apresentar qualquer problema seriam reduzidas para praticamente zero.

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