Para o presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) de Londrina, Moacir Sgarioni, o problema da falta de separação dos resíduos sólidos urbanos está na origem, ou seja, nas casas das pessoas que não fazem a segregação adequada. Por este motivo, disse ele, aumenta o volume de material levado à CTR (Central de Tratamento de Resíduos).

"Deveria ter uma classificação melhor na origem. Tem gente mandando resíduo orgânico no meio de reciclável e depois as cooperativas enviam esse lixo misturado para a CTR. É preciso dar destino correto a cada um dos resíduos e para isso precisamos melhorar a conscientização sobre a separação."

Segundo ele, o ideal seria o direcionamento de 1% do orçamento de Londrina para realizar campanhas educativas. "Os jornais, televisões e rádios fazem isso hoje graciosamente, mas para ser produtivo, a sociedade deveria ter um engajamento maior", argumentou.

Sgarioni admitiu que a CMTU ainda não composta volume suficiente de lixo e explicou que a CTR tem um local para realizar compostagem, mas assinalou que ainda falta implantar outras etapas. "A produção de compostagem poderia ter resultado melhor. A Central está toda organizada para isso", apontou.

Segundo ele, o poder público, os professores da UEL e ambientalistas têm se reunido e discutido um possível modelo inovador para o complexo problema do lixo de Londrina. "Com a unificação da coleta feita pela Kurica é possível fazer uma mudança dos termos atuais e há a possibilidade de Londrina atender a região metropolitana como um todo para tratar o problema do lixo. Atualmente o modelo londrinense não está ruim, mas pode e deve melhorar."

Segundo a CMTU, o volume de lixo descartado diariamente na CTR foi de 350,8 toneladas por dia, 10.525 por mês e 126.301 no ano em 2016. Este ano, até o dia 30 de setembro, era, em média, de 350,9 toneladas por dia.

Embora o relatório do IAP classifique a CTR como aterro controlado, ou seja, do segundo tipo, a assessoria da CMTU garante que a CTR "é sim considerado pelo IAP um aterro sanitário, com valas protegidas por mantas de polietileno de alta densidade".

Questionado sobre o motivo pelo qual o chorume da CTR não é tratado em Londrina, a assessoria da CMTU disse que o município não tem empresas que realizam este serviço, mas que empresas estão se habilitando junto ao IAP.

Sobre o volume de lixo reciclado coletado diariamente, a CMTU informa que em 2016 foram coletados 36.772 kg por dia e 1,1 mil toneladas no mês. Neste ano, a média diária foi 23.541 kg e a mensal, de 706.255 kg. Sgarioni atribuiu a redução à crise econômica nacional. (V.O.)

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