‘‘As mulheres que contraem este tipo de câncer (de mama) sempre contam algum trauma emocional muito violento, perda do pai, do filho, algum desastre econômico, enfim, sempre se encontra algum grande sofrimento antecedendo o surgimento da doença.’’ O dado, no mínimo curioso, é apontado pelo médico Domingos Petti, professor da Universidade de São Paulo (USP) de mastologia.
O médico diz que o câncer de mama está aumentando no País e, o que é pior, não se sabe exatamente o porquê. ‘‘Talvez pelo aumento de estresse pela luta da mulher no mercado de trabalho, pelas condições de vida na cidade hostil, poluída. O câncer de mama é doença de grandes centros populacionais, tanto que no Brasil a maior incidência dele é em São Paulo, Rio e Rio Grande do Sul. E ele ataca mais entre mulheres que se submetem à reposição hormonal, o que não quer dizer que eu seja contra ela.’’
O diagnóstico de câncer de mama envolve quatro grandes medos por parte das pacientes. O primeiro é o diagnóstico. ‘‘A palavra câncer continua chocando e o preconceito continua muito grande’’, diz o professor. O segundo medo é o tratamento, seguido pelo estético, pela repercussão em relação à imagem corporal. Por último vem o receio de que, como são dois os seios, a doença possa atacar o outro. ‘‘Mas essa possibilidade é pequena’’, diz o especialista.
Precocemente diagnosticado, o câncer de seio tem 100% de chance de cura. O médico recomenda o auto-exame ‘‘sempre’’ e a mamografia, obrigatória para quem já passou dos 40 anos, que deve ser complementada com o ultra-som.

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