Problema em válvula provocou vazamento em São Sebastião
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quarta-feira, 14 de abril de 1999
Por Nívia Alencar (especial para a AE) 
São Sebastião, SP, 15 (AE) - Um problema técnico provocado por uma válvula que interliga o duto da Petrobrás foi a causa do vazamento de petróleo nas praias da região central de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. A afirmação é do presidente da empresa, Henry Philippe Reichstul, que esteve hoje na cidade. Pelo menos quatro praias amanheceram poluídas pelos resíduos na quarta-feira. O presidente declarou que o acidente foi de pequenas proporções e pontual. O vazamento começou às 17 horas de terça-feira.
Acompanhado por engenheiros do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), o presidente disse que a válvula está relacionada a testes que a empresa fez na saída de água da Estação de Tratamento de água. O petróleo vazou por um emissário submarino da empresa por causa de uma contaminação no sistema. O gerente do Tebar, Luiz Alberto de Faria, declarou que algum material estranho deve ter entrado na válvula, impedindo a vedação total. "Uma sujeirinha", exemplificou.
Reichstul garantiu que não houve problema de manutenção e acrescentou ter garantias de que esse tipo de problema nunca mais vai ocorrer. Segundo o presidente, o volume de petróleo vazado deve ficar entre 3 mil e 5 mil litros. O Centro Modelo de Combate à Poluição por àleo no Mar (Cempol), órgão da Petrobrás, recolheu cerca de 3 mil litros, incluindo aí quantidade de água ainda não definida. Até a tarde de hoje, o trabalho de remoção do óleo nas praias continuava.
Conforme a empresa, ainda havia resíduos na Praia de São Francisco. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) de Ubatuba havia informado ontem que seis praias haviam sido atingidas. O gerente da empresa, Sylvio do Prado Bonh Júnior, explicou que foram quatro praias - Pontal da Cruz, Portal da Olaria, Arrastão e São Francisco. "A avaliação anterior foi aérea e prejudicou a visibilidade."
Ainda ontem, Sylvio Bonh disse que o acidente era de grandes proporções, com base em informações preliminares de sua equipe, porque poderia chegar ao volume de 10 mil litros. "Mas ainda não concluímos nossas avaliações." Até a noite de terça-feira, segundo a Cetesb, foram recolhidos 5 mil litros do produto. O gerente concorda com o problema da válvula apontado pela Petrobrás, mas não descarta erro operacional provocado por falha humana. A Cetesb espera concluir o trabalho de apuração amanhã (16). O secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Trípoli, estará em São Sebastião nesta sexta-feira (16).


