O problema na fronteira entre Brasil e Paraguai chegou ontem ao Senado Federal em Brasília, encaminhado pelos integrantes da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul. A audiência pública que debateu o problema contou com a participação de empresários, autoridades e representantes dos consulados brasileiro e paraguaio, além do delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu. Enquanto a comitiva viajava para o Distrito Federal, caminhoneiros e empresários da Ceasa e das transportadoras de Foz fechavam a BR-277, exigindo o fim da interdição da ponte.
Trabalhadores informais exigiam do Ministério do Trabalho paraguaio o fim da fiscalização realizada no comércio de Ciudad del Este, onde pelo menos 80 brasileiros já foram demitidos. Até o fechamento desta edição havia rumores de que a via seria aberta à força pelas polícias Federal e Rodoviárial Federal durante a madrugada.
A onda de protestos na Ponte da Amizade começou quando desempregados de Ciudad del Este exigiram a redução de brasileiros no comércio local, onde pelo menos 70% dos 6,2 mil postos de trabalho estariam ocupados por estrangeiros. A fiscalização do Ministério do Trabalho levou moradores de Foz a protestar contra as demissões. Os manifestantes dizem que o número de desempregados e informais (cerca de 40 mil) deve aumentar com as demissões no país vizinho. Para trabalhar no Paraguai é preciso Documento de Migração e comprovante de residência fixa. (E.D.)

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