O pró-reitor de Assuntos de Ensino e Graduação da UEL, Jairo Pacheco, sustenta que os alunos aprovados no sistema de cotas terão plenas chances de acompanhar os estudos. Ele admite, contudo, que a questão financeira não poderá ser ignorada, e até menciona cursos considerados bastante onerosos para os alunos, como direito, odontologia e medicina veterinária. Pacheco entende que será necessário criar mecanismos de auxílio a alunos de baixa renda, mas diz que para isso a universidade precisará de mais recursos.
''Hoje já temos problemas para prestar assistência a estudantes carentes, pois a capacidade financeira da UEL não permite atender a essa demanda. A reitora (Lygia Puppato) já relatou ao governo que precisará de destinação de recursos'', afirma. A UEL também deverá solicitar o apoio de instituições financiadoras fora do governo, completa Pacheco.
Segundo o pró-reitor, a assistência prestada atualmente pela UEL no sentido de aliviar os custos para os alunos está voltada à moradia, com a Casa do Estudante, e à alimentação, por meio do Restaurante Universitário (RU), que oferece preços menores para os universitários. ''A demanda vai aumentar. Mas com o sistema de cotas teremos a justificativa para buscar o aumento da oferta também'', alega.
Pacheco defende que as bolsas de estudo, que hoje são concedidas apenas com base na classificação acadêmica hoje, são 400 alunos beneficiados na UEL passem a atender também critérios sócio-econômicos. Ele cita o exemplo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que já consolidou o sistema de cotas e conseguiu, via Assembléia Legislativa, mil bolsas para alunos carentes.(V.N.)

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