Privatizações do setor elétrico preocupam investidor
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segunda-feira, 27 de setembro de 1999
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 28 (AE) - A ação do governo de Minas Gerais contra os sócios privados da Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig) está preocupando os investidores no setor energético, que tem privatizações importantes pela frente, como a de Geração do Tietê, a de Furnas, da área 2 de gás natural e outras, alertou o analista do Banco Boavista, Walter Franco, especialista na área energética do País.
Segundo Franco, em um estudo que realizou sobre a Cemig, ficou demonstrado que, após a entrada dos sócios estratégicos na Cemig, que compraram os 32,9% do capital, a companhia se tornou mais produtiva. Até um programa de demissões voluntárias foi efetivado com êxito e nos dois últimos anos, houve o pagamento de dividendos integrais.
Franco espera que esta situação fique circunscrita à Minas Gerais e não prejudique outras privatizações que deverão ocorrer no setor elétrico.Lembrou que o governo de Itamar Franco é contra a privatização de Furnas e assim por diante. "O investidor logicamente fica preocupado com a questão de Minas Gerais. Esperamos que fique circunscrita à Cemig, nada mais", afirmou.
Os sócios da Cemig com 32,9% do capital da companhia, adquiridos por mais de R$ 1,1 bilhão, que na época era quase que o equivalente em dólar, são a Southern Electric, a AES e o Opportunity. A presença do risco político neste momento, é realmente perigoso, dentro de um processo de privatização. Ele lembrou que com sócios estratégicos, a Cemig não conseguiria adiantar para os cofres do Estado de Minas Gerais, recursos de recolhimento antecipado de ICMS."A partir do momento em que os sócios estratégicos entraram na companhia, isso não poderia ocorrer mais", concluiu Walter Franco.


