Privatização faz BNDES ampliar crédito para infraestrutura
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Por Eugênio Melloni 
Rio, 30 (AE) - Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentaram 1.000% desde 1999, informou hoje o diretor de Infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Perrone. Por causa deste aumento, vai ser criada uma nova superintendência, a de Infraestrutura Urbana, a partir do desmembramento da atual superintendência de Infraestrutura.
O crescimento de financiamentos no setor foi resultado direto do processo de privatização brasileiro. Os novos proprietários de empresas telefônicas, distribuidoras de energia
siderúrgicas e outros serviços que passaram para a iniciativa privada passaram a buscar no banco recursos para investir, explicou a assessoria de comuncação da empresa.
A nova superintendência será chefiada por Terezinha Moreira, ex-chefe do Departamento de Saneamento do BNDES. Ficarão sob a sua administração os departamentos de Desenvolvimento Urbano, de Saneamento Ambiental e de Telecomunicações. A superintendência de Infraestrutura, que continuará comandada por Ivone Saraiva, continuará a cuidar dos segmentos de portos, vias navegáveis, navegações de longo curso e de cabotagem, transportes rodoviário e ferroviário, setor elétrico e áreas de petróleo e gás.
A reestruturação, de acordo com Perrone, não implicará alterações no orçamento de R$ 7 bilhões, previsto para a área de infraestrutura do banco para este ano.
Metrô - Perrone anunciou que o BNDES está negociando com o governo do Rio de Janeiro uma operação financeira visando a conclusão da extensão do metrô de Copacabana até a rua Siqueira Campos. O montante da operação ainda não foi definido, mas, de acordo com as estimativas de Perrone, deverá ficar entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões.
Ele disse que, em virtude das restrições impostas ao banco na extensão de créditos ao setor público, adotadas como medida de contenção do déficit fiscal, a operação de financiamento deverá ser realizada por meio da troca de créditos que o governo fluminense possui junto ao setor privado pelos recursos necessários às obras.
"O BNDES financiará a operação mediante a entrega de recebíveis que são devidos pelo Oportrans (o consórcio que conquistou a concessão para a operação do metrô do Rio) ao governo fluminense", afirmou Perrone.


