Privatização do setor de saneamento quer maximizar investimento
diz Calabi
Rio, 8 (AE) - O presidente do BNDES, Andrea Calabi, afirmou há pouco que o processo de privatização do setor de saneamento básico deve "mudar um pouco o caráter" do processo de desestatizações, buscando, em vez da maximização dos recursos obtidos na venda, a maximização dos investimentos nessas empresas após suas vendas, devido a sua importância social. Calabi afirmou também que a pulverização das ações que o banco detém em companhias já privatizadas, como Vale do Rio Doce e Petrobras, tem como um de seus objetivos o fortalecimento do mercado de capitais. A pulverização dessas ações está prevista para o primeiro semestre de 2000.
A execução do Plano Plurianual (PPA) também vai influenciar a atuação do BNDES no próximo ano, afirmou Calabi. O presidente do banco afirmou que o Avança Brasil servirá como um "mapa" na orientação dos financiamentos a serem liberados pelas instituições no País.
Segundo Calabi, a Bahia, Pernambuco e Espírito Santo são Estados ondem poderiam ser iniciados os processos de privatização das empresas de saneamento básico. Nesses Estados, segundo ele, não há a divergência sobre quem detém o poder concedente do serviço - o estado ou o município - como ocorre em outros locais do País. Calabi explicou, no entanto, que o início do processo de privatização ainda depende de outros estudos que estão sendo feitos, como o do modelo de financiamento dos investimentos.
Calabi está, neste momento, participando do lançamento do projeto de normatização do método "Mãe Canguru", de tratamento de bebês prematuros, realizado pelo Ministério da Saúde. O projeto é um dos financiados pela área social do BNDES. Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, o volume de financiamentos do banco na área social, pulou de R$ 200 milhões para R$ 2 bilhões - 96% dos quais via regras normais de liberação de empréstimos.





