Privatização do IRB deve aumentar participação estrangeira
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segunda-feira, 12 de julho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 13 (AE) - A privatização do IRB Brasil-Re, em outubro, deve elevar significativamente a participação das empresas estrangeiras no setor, que subiu de 4,16% em 1994 para 25,05% em 1998. Do faturamento total de R$ 19,395 bilhões do setor no ano passado, R$ 4,85 bilhões foram referente à participação de companhias estrangeiras que ingressaram no País em associação com seguradoras nacionais.
Na avaliação do titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Hélio Portocarrero, as fusões e incorporações tendem a aumentar nos próximos três anos, o que deverá reduzir drasticamente a quantidade de seguradoras no mercado. A participação estrangeira no faturamento é dominada pelas empresas norteamericanas, que detêm 41% da arrecadação, segundo levantamento da Federação Nacional das Empresas de Seguro (Fenaseg).
Mas há ainda uma parcela significativa que corresponde à entrada de companhias holandesas (21%), francesas (11%), espanholas (9%) e italianas (7%). Com menos peso no mercado ingressaram multinacinais japonesas, inglesas, alemãs, suíças, portuguesas e chilenas.
Foram fechados acordos de peso, como o da norteamericana Aetna Internacional Corporation com a Sulamerica, primeira do ranking nacional, há dois anos. A Aetna, que detém participação de 49% na sociedade, fez aporte de R$ 425 milhões.
Também foram acordos milionários os da Hartford com a Icatu; Liberty com a Cia Paulista de Seguros; Sigma e Golden Cross e AIG e Unibanco. A próxima grande associação no mercado está sendo aguardada para a Bradesco Seguros, a segunda maior do País.
A empresa está negociando com a francesa Axa, uma das maiores do mundo, mas o presidente da companhia, Eduardo Viana, garante que esta é apenas uma entre diversas negociações. O mercado avalia o acordo em cerca de R$ 2 bilhões, mas as duas empresas não estariam chegando a um consenso sobre quem será o sócio controlador.
A entrada das estrangeiras no mercado está acontecendo aos saltos desde 1996, quando sua participação se restringia a 6 33%. No ano seguinte, pulou para 17,94% do faturamento e, em 98, chegou aos 25,05%.


