Há dois anos, Graziela Andriani de Jesus, hoje com 11 anos, ''tinha a saúde perfeita'', nas palavras da mãe, Rosália Andriani de Jesus, quando começou a apresentar alguns sintomas. Em um mês emagreceu oito quilos, passava o dia bebendo água, e só ficava deitada, apática. ''Me chamaram na escola para avisar que o rendimento tinha caído'', lembra a mãe.
Rosália levou a filha ao médico e dois dias depois, e alguns exames, foi diagnosticado o diabetes tipo 1 e iniciado o tratamento. ''Ela estava com glicose 400 em jejum, com risco de coma'', conta.
O diagnóstico foi um choque para os pais, mas toda família teve que se adaptar. ''É difícil para todo mundo da família porque a gente passa a não ter mais doce em casa. É difícil para uma criança em um mundo de doce, bala, salgadinho, e merenda no colégio, que sempre tem algo doce, se privar. Criança gosta dessas coisas'', diz.
Graziela ainda não gosta das injeções diárias de insulina e das picadas nos dedos cinco vezes ao dia para medir a glicose, mas aos poucos vai se acostumando. Os pais colaboram nesse processo buscando informações.''Faço de tudo para buscar informação, algo novo que possa facilitar a vida da minha filha e melhorar seu bem-estar'', afirma a mãe.
Mas ela nem sempre consegue por causa do preço. No começo, por exemplo, a menina chegou a usar caneta para aplicar insulina, o que acabou ficando inviável por causa do custo. ''E os produtos dietéticos são muito caros''.
Da secretária de Saúde ela recebeu o aparelho para medir a glicose e recebe mensalmente insulina e fitas para usar no aparelho. Mas sempre precisa comprar mais fitas, agulha para furar o dedo e seringa e agulha para aplicar insulina, ''porque as que a gente ganha é muito grande para criança''. ''Na primeira vez gastei R$ 450,00''.(C.P.)

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