Prisões de Maringá ficaram congestionadas
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quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
As 22 prisões realizadas no norte do Estado durante a ''Operação Dilúvio'' congestionaram a carceragem da Delegacia da Polícia Federal em Maringá. Onze presos foram recambiados para o minipresídio da 9 Subdivisão Policial, outros cinco tiveram que ser levados para Paiçandu (10 km a leste de Maringá), cinco mulheres que foram levadas para uma cadeia feminina de Astorga (80 km a oeste de Londrina).
Maringá, segundo informações de agentes que participaram da operação, seria uma das cidades que centralizavam o esquema de sonegação em importações. Entre os presos estão o superintendente do Aeroporto de Maringá, Marcos Antônio Valencio. Em rápida entrevista à Folha, ele negou envolvimento no esquema e alegou que seria proprietário de uma empresa terceirizada e que teria emprestado notas fiscais.
Mais dois fiscais da Receita Federal e dois funcionários que atuavam na Estação Aduaneira do Interior (Eadi) também foram detidos por agentes federais. Na Eadi, a PF teria apreendido pelo menos 13 carretas carregadas com mercadorias. Foram apreendidos ainda grande quantidade de documentos fiscal e contábil no 6º e 8º andares de um edifício comercial no centro de Maringá.(Colaborou Giancarlo Franquini)


