Prisões confirmam necessidade de nova CPI, defende oposição
São Paulo, 01 (AE) - Os vereadores da oposição afirmaram hoje que a prisão do chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal comprovou que eles estavam corretos ao defender a continuidade das investigações das denúncias de irregularidades supostamente praticadas por parlamentares e órgãos da Prefeitura. "Isso só mostra que a CPI proposta pelas oposições é necessária, porque os indícios de irregularidades têm de ser apurados", afirmou hoje o petista José Mentor.
De acordo com Mentor, os governistas terão dificuldade para encontrar argumentos capazes de justificar a rejeição à CPI. Ontem, o bloco governista na Câmara vetou, por 28 votos a 24, o pedido de criação da CPI. O principal argumento é o de que a comissão serviria apenas de palanque político para a oposição. "A bancada situacionista está em xeque, porque todas as tentativas de justificar a rejeição de uma nova CPI caíram por terra", afirmou o ex-presidente da CPI dos Fiscais, o também petista José Eduardo Martins Cardozo.
O peemedebista Miguel Colasuonno, que integra a base de sustentação do governo municipal, continua sendo contrário a uma nova investigação parlamentar. Para Colasuonno, porém, o episódio de hoje é grave e sua apuração deve receber total apoio da Câmara. "Não podemos correr o risco de fazer um pré-julgamento, porque não há nada que indique o envolvimento de um vereador e uma CPI seria política", argumentou Colasuonno.
Ele disse que, se for comprovado o envolvimento de algum parlamentar, a Câmara abrirá uma Comissão Processante, com base nas provas policiais. O vereador que eventualmente for considerado culpado pode perder o mandato. (F.M.)





