Prisões com membros de facções reforçam segurança
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segunda-feira, 15 de maio de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A direção da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara (região metropolitana de Curitiba), reforçou a segurança dos mais de 1,5 mil presos na tentativa de coibir uma eventual rebelião. A unidade já abrigou um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. Estes, teriam deixado simpatizantes que, se contatados, poderiam organizar revoltas. Já a direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) solicitou à Polícia Militar que permaneça em alerta para reprimir eventuais problemas. Na cidade, os DPs também ganharam reforço na guarda.
A preocupação com a segurança na PCE se explica porque em junho 2001 um grupo de presos integrantes do PCC sob o comando de José Márcio Felício, o Geléia, tido como líder da facção à época realizou uma rebelião de seis dias na unidade que deixou três presos mortos. Segundo informações da própria Secretária de Estado de Segurança Pública na ocasião, haveria até uma lista de sequestráveis que incluiria juízes, promotores e políticos.
Ontem, o diretor-geral da PCE, major Raul Leão Vidal, estimou que atualmente apenas 1% dos presos mantidos sob sua custódia têm ligações com o PCC e também com o Primeiro Comando do Paraná (PCP), facção estadual tida como menos organizada. São líderes locais, que obedecem ao comando em São Paulo. Tomamos as precauções de praxe e a cadeia hoje (ontem) vive em relativa tranqüilidade, destacou o major, lembrando que calmaria demais numa prisão é algo perigoso. A PCE conta com detectores de metais, instalados recentemente, e ainda assim nas revistas feitas recentemente foram apreendidos telefones celulares. Os aparelhos, segundo o diretor, entram na carceragem levados por visitantes ou graças à conivência de funcionários.
Na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), o diretor Raimundo Hiroshi Kitanishi disse que, por enquanto, as rotinas de segurança não foram alteradas mas foi pedido ao comando do 5º Batalhão da PM que permaneça em alerta para agir rapidamente em caso de rebelião ou de ataques de fora contra a unidade. A PEL conta com 587 presos e, dentre eles, existem alguns pelo menos seis que já foram membros do PCC. Em maio de 2002, autoridades judiciais de Londrina pediram reforço da segurança no Fórum após escutas telefônicos terem descoberto um suposto plano para seqüestrar juízes e promotores. (Com Fernando Rocha Faro)


