Marcos Prochet declarou que ficou surpreso com a prisão do assessor. ''Sempre sai um corrupto e entra outro no lugar. Não esperávamos a prisão. Mas temo que o próximo não seja corrupto e ainda não queira fazer a reintegração''. Jocler foi preso pela manhã e levado para o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), onde foi ouvido inicialmente. No final da manhã, ele foi transferido para a sede do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Delazari designou o delegado Cláudio Telles, de confiança da Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Cisesp), para comandar as investigações. A Cisesp foi a responsável pelas investigações iniciais que deram origem a prisão de Jocler.
A Folha procurou conversar com advogados de Jocler Procópio, mas não conseguiu os contatos no período da manhã. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também foi procurado, mas não retornou aos telefonemas. O último levantamento divulgado pelo governo do Estado demonstrou que desde o início de 2003 foram cumpridas 113 reintegrações de posse.
Em nota divulgada ontem à tarde pela Agência Estadual de Notícias, a Secretaria Segurança informou que o próprio secretário Delazari acompanhou a prisão de Procópio e as investigações. Delazari lamentou o fato de um assessor que ocupava um cargo de confiança ter cometido tal ato. Procópio vai responder pelo crime de concussão (usar de cargo público para conseguir vantagens financeiras). A Justiça expediu contra ele um mandado de prisão preventiva.(L.P.)

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