Prisão provoca mal-estar entre polícias no DF
Brasília, 15 (AE) -A prisão do ex-deputado Sérgio Naya provocou mal-estar entre as polícias Civil e Militar do Distrito Federal. O que deu origem ao problema foi a decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais, Everardo Alves Ribeiro, que aceitou a proposta dos advogados para que Naya se entregasse . O juiz chamou a Polícia Militar para levá-lo.
"Fui pego de surpresa", reagiu o diretor de Polícia Civil do DF, Laerte de Bessa, ao ser informado, pela manhã, que Naya se entregou e estava preso preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM. Para Bessa, o juiz Everardo Ribeiro teria cometido uma descortesia ao não lhe comunicar a prisão de Naya.
O juiz entende que Bessa está equivocado. Ele garante que tentou, via celular, um contato com o diretor de Polícia Civil. "Não consegui porque o telefone do diretor estava delisgado", justificou Ribeiro. Para o juiz, não haveria necessidade de informar à Polícia Civil sobre a prisão de Naya, "pois as polícias fazem um trabalho harmônico e deveriam comunicar-se entre si".
O comando da PM evitou polêmicas. O coronel Antônio Ribeiro disse que a PM se limitou a cumprir uma ordem judicial.
A Polícia Civil estava, desde segunda-feira, mobilizada para prender o ex-deputado Sérgio Naya. O diretor Laerte de Bessa informou que foram mobilizadas, na quarta-feira, dez equipes -com três agentes cada - para procurar o deputado cassado. Ainda na manhã de hoje, quando Naya já estava preso, cerca de 60 policiais civis continuava as buscas para prender o deputado cassado.
Uma equipe chegou a fazer uma operação-surpresa na cidade-satélite de Planaltina, onde Naya tem uma fazenda com pista de pouso. Além disso, os policiais civis fizeram campanas em duas casas do ex-deputado no Lago Sul, área nobre de Brasília; no Hotel Saint Paul, e numa obra embargada do ex-deputado nas imediações do hotel.





