Prisão de Michelotto tem caráter pessoal
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sábado, 14 de dezembro de 2013
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - O advogado Rodrigo Sánchez Rios, que defende o delegado Marcus Vinícius Michelotto, disse ontem acreditar que a prisão do cliente dele tem "caráter pessoal". O ex-delegado geral da Polícia Civil foi preso temporariamente por suspeita de participação em um esquema de exploração de jogos de azar. Ele é suspeito de formação de quadrilha, prevaricação, corrupção ativa e passiva.
"Apesar de respeitar a decisão da Justiça, continuamos com a ideia inicial de que essa medida é desnecessária, exagerada e de cunho pessoal", afirmou Rios. Ele acrescentou que "não há provas concretas contra seu cliente e que Michelotto esteve sempre à disposição do Gaeco para prestar esclarecimentos".
Um pedido de habeas corpus impetrado por Rios foi negado na quinta-feira pelo Tribuna de Justiça do Paraná (TJPR).
No despacho, o desembargador Renato Barcelos considerou que há evidências do envolvimento ex-delegado geral da Polícia Civil nos crimes investigados pelo Gaeco. O magistrado diz que existe "relevante substrato indiciário" da participação de Michelotto e de outros policiais civis e militares na exploração de jogos. Além de Michelotto, outro delegado, dois investigadores, cinco policiais militares e pelo menos quatro pessoas que não ocupam funções públicas também estão detidos por suspeita de envolvimento no esquema.
Para Rodrigo Rios, as disputas institucionais entre Ministério Público e Polícia Civil, além das divergências internas dentro da corporação, podem ter pesado nas acusações. Ele faz referência ao caso "mansão cassino", de janeiro de 2012, quando policiais civis sem mandado judicial estouraram uma casa de jogos no bairro Parolin, em Curitiba.
Procurado, o Ministério Público informou que não comentaria o assunto porque o caso está sob segredo de Justiça.(Colaborou Rubens Chueire Jr./Reportagem Local)


