Prioridades definidas pela Unaids vão nortear pesquisas da Fiocruz sobre aids
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 01 (AE) - O Brasil e o México foram escolhidos pelo Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids) para serem os dois únicos pólos de pesquisa sobre o HIV na América Latina que contam com o apoio da instituição. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, e a Escola de Saúde Pública de Cuernavaca, em Cuernavaca, sediarão as pesquisas. "Ter o apoio da Unaids nos abrirá portas para o pedido de financiamentos externos", afirmou hoje o presidente da Fiocruz, Elói Garcia.
Segundo Garcia, a partir de agora, todo o trabalho da instituição passará a ser norteado pelas prioridades da Unaids que são: prevenção da doença nas populações vulneráveis, entre os jovens, e de mãe para filho; tratamento dos infectados e desenvolvimento de vacinas. "Vamos trabalhar dentro dessas prioridades, mas não alterar nossa linha de pesquisa".
De acordo com ele, não haverá mudança de rumo nas pesquisas que já estão sendo desenvolvidas na Fiocruz, nem novas linhas de pesquisa. "O apoio facilita as solicitações de recursos internacionais", disse. Atualmente, 80% do que a Fiocruz gasta em pesquisa sobre aids são provenientes de recursos externos. "Queremos ampliar ainda mais isso".
Garcia contou que o grande trabalho que está sendo feito pela Fiocruz este ano é o mapeamento dos tipos de vírus que circulam no País. "É importante para que saibamos que tipo de medicamento deve ser usado em cada região e também para enviarmos kits adequados, diminuindo o número de falsos positivos ou negativos", explicou.
Explicou ainda que a Fiocruz está investindo em um novo tipo de prática assistencial aos aidéticos. "Constatamos que um dos maiores traumas dos pacientes é o isolamento", disse. "Por isso, estamos com equipes atendendo as pessoas em casa".


