Prioridade é acabar com PIS e Cofins, diz FHC
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Por Monica Yanakiew 
Nova York, 11 (AE) - Atendendo às expectativas de investidores brasileiros e estrangeiros, o presidente Fernando Henrique Cardoso se comprometeu a acelerar a aprovação de algumas medidas de reforma tributária ainda este ano. A prioridade, segundo ele, é a eliminação dos impostos em cascata que encarecem a produção (como o PIS e o Cofins) e daqueles que ainda incidem sobre as exportações.
Num jantar com banqueiros em Nova York, na segunda-feira à noite, e num café da manhã com empresários, hoje, ele explicou que essa questão é politicamente complexa porque mexe com os interesses do governo federal, dos estados e dos municípios. "Mas a discussão política não é o mais importante", disse o presidente. Ele contou que, antes de viajar para os Estados Unidos, teve um encontro com o deputado Mussa Demes (PFL-PI) - o relator da Comissão Especial de Reforma Tributária da Câmara dos Deputados, que fez uma lista de medidas apoiadas pela maioria.
Fernando Henrique disse que de volta a Brasília terá outro encontro, para saber como pode ajudar a aprovar essa primeira leva de medidas até dezembro. "Quero que o Congresso tenha alguns votos substantivos sobre reforma tributária antes de 2000", disse o presidente.
Os banqueiros e empresários acham fundamental aprovar a reforma tributária o quanto antes. "Este ano estamos todos tranquilos em relação à economia brasileira - nossa preocupação é com o futuro", disse John Welsh, economista chefe para a América Latina do banco Paris Bas. "As privatizações vão acabar e o CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não é um imposto perpétuo", acrescentou.
Para garantir o crescimento da economia e das exportações - disse Welsh - o governo precisa simplificar o sistema de impostos e aumentar a base de arrecadação. "Se não fizer a reforma tributária em 1999, não poderá fazê-la no ano 2000, por causa das eleições, e correrá um enorme risco se for deixá-la para o ano 2001."


