Príncipe Edward e plebléia Sophie casam sem muita pompa
WINDSOR, Inglaterra, 19 (AE-AP) - Num raro dia ensolarado na Inglaterra, o casamento do filho caçula da rainha Elizabeth II, príncipe Edward, de 35 anos, com a plebéia Sophie Rhys-Jones, de 34 anos, atraiu milhares de britânicos às ruas e levou para diante da TV milhões de pessoas em dezenas de países. Mas, como esperado - e desejado - pelos noivos, ficou longe do glamour das núpcias do herdeiro do trono britânico, príncipe Charles, com a falecida princesa Diana, em 1981.
Cerca de seis mil pessoas convidadas pelo Palácio de Buckingham acompanharam do lado de fora da Capela de St. George, no Castelo de Windsor, a 40 quilômetros de Londres, a chegada da noiva às 13 horas em um Rolls-Royce procedente da residência campestre da rainha nas dependências desse palácio. O maestro Jonathan Rees-Williams dirigiu o coro da capela e a banda da Marinha.
Quatro crianças filhas de amigos do casal caminharam diante da noiva como damas de companhia. A sóbria cerimônia durou 45 minutos e foi oficiada pelo bispo de Norwich, reverendo Peter Nott, conhecido do casal.
Na hora do juramento, Sophie prometeu "obedecer ao marido", seguindo uma tradição da Igreja Anglicana que a grande maioria das noivas britânicas rejeita. Os príncipes Charles e Andrew, irmãos mais velhos do noivo, foram as testemunhas.
Entre os convidados estavam o cantor Elton John, o compositor de musicais Andrew Lloyd Webber e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. A ex-mulher de Andrew, Sarah Ferguson, duquesa de York, e a namorada de Charles, Camilla Parker-Bowles, não foram convidadas. O Palácio de Buckinghan não informou quais são os planos do casal para a lua-de-mel
Edward e Sophie conheceram-se há seis anos. Como ele demorou para casar-se, a imprensa sensacionalista ora questionava sua virilidade ora assinalava que ele temia repetir o fiasco dos casamentos de seus irmãos Charles, Anne e Andrew - todos divorciados. Ele também sempre foi encarado como o "marginal da família", pois repete que não queria ser parte da elite e insiste em apresentar-se como Edward Windsor, recusando o título de Sua Alteza.
Não foi um aluno brilhante na universidade nem conseguiu seguir carreira militar, tendo desistido da Marinha após seis meses. Tentou o teatro, seu grande sonho e tampouco foi bem-sucedido. A imprensa marrom apelidou-o de "príncipe palhaço" em razão de sua fraca atuação. Nos anos 90, Edward montou uma produtora de TV e hoje realiza principalmente documetários sobre histórias da realeza.
Sophie não tem sangue real, mas, segundo os jornais britânicos, conquistou a rainha Elizabeth II, que parece encantada com a nova nora. Ela é filha de uma secretária e um vendedor de pneus que ficou rico fazendo negócios com o Leste Europeu. Abandonou os estudos no secundário para estudar secretariado e iniciar carreira como relações públicas. Há dois anos, montou empresa própria. É considerada discreta, sensata, enérgica e profissional competente.





