Príncipe Charles visita favela no Rio
Rio de Janeiro - A epidemia de dengue no Rio assustou o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, e sua comitiva na chegada ao Rio. Vidros de repelente em spray foram colocados em todos os carros da comitiva para que o príncipe de Gales pudesse se proteger dos mosquitos.
Uma assessora do Consulado Britânico no Rio afirmou que o príncipe iria apenas se prevenir, assim como todos aqui no Rio estão fazendo.
Por volta das 17h30, antes da chegada do príncipe Charles ao morro do Cantagalo, um carro fumacê subiu a favela borrifando inseticida.
A segurança era também uma das preocupações da assessoria do príncipe. Cerca de 100 policiais militares, além de policiais federais, ocuparam todos os recantos do morro.
Ontem à noite, houve tumulto em Ipanema quando um suposto criminoso da favela foi morto pela polícia. Mas a situação aqui está tranquila. A confusão foi em Ipanema, não no morro, disse o major Antônio Carlos Carballo, comandante do Gpae (Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais). O Gpae é um dos projetos apoiados com recursos do governo britânico no Cantagalo.
Charles desembarcou às 16h20 na Base Aérea do Galeão. Ele vinha de Brasília, onde almoçou com o presidente Fernando Henrique Cardoso e autoridades.
O príncipe foi direto para a Reduc (Refinaria Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense), da Petrobrás. Ele vistoriou máquinas e embarcações do Centro de Defesa Ambiental da unidade. O centro atua na prevenção de acidentes ambientais e em situações de emergência, como derramamentos de óleo. Ele é coordenado por uma joint venture formada pelas empresas Alpina Ambiental (brasileira) e Briggs Environmental (britânica).
Durante a visita, o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, entregou ao príncipe uma camisa do Fluminense, clube que comemora seu centenário neste ano e, que segundo Victer, teve um inglês como primeiro presidente.
Charles não havia chegado ao morro até as 18h30. Sua aparição era aguardada com ansiedade, mas alguma irritação. Na ladeira Saint-Roman, principal acesso ao morro, o trânsito de veículos foi interrompido. Os mosquitos, em grande quantidade, incomodavam as pessoas que esperavam a comitiva.
Dizem que vai chegar aí um tal de presidente Charles. Por isso a gente não pode usar a quadra, reclamou Leandro Silva, 15. Eles e seus colegas esperavam a chegada do príncipe para poder jogar futebol na quadra do Ciep Presidente João Goulart.





