Príncipe Charles chega ao Brasil na segunda-feira
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sexta-feira, 01 de março de 2002
Agência Estado 
Rio - O príncipe Charles de Windsor, herdeiro do trono da Grã-Bretanha, gosta de frutas tropicais e as terá em suas refeições, exceto kiwi, que ele detesta. Gosta também de vegetais cozidos no vapor, mas não muito, e pediu que sua suíte tenha orquídeas, lençóis de algodão puro e vista para o mar de Copacabana, na zona sul do Rio, uma das lembranças que guardou das outras visitas, em 1978 e 1991. Estas são algumas das recomendações feitas pelo Palácio de Buckinghan ao Copacabana Palace, onde Charles passará a noite.
O príncipe Charles chega ao Brasil na segunda-feira de manhã, encontra-se com o presidente Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Itamaraty, em Brasília e visita a exposição Britânicos no Brasil. Depois vem para Rio, para conhecer o centro de defesa ambiental Alpina Briggs Marina, na Refinaria Duque de Caxias. De lá, segue para o morro do Pavão-Pavãozinho, onde a secretária de Ação Social e primeira-dama, Rosinha Matheus, mostrará projetos sociais apoiados pela Grã-Bretanha. Ele chega às 17h50 e fica cerca de uma hora no morro.
De noite, oferece uma recepção ao governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), empresários e representantes da comunidade britânica, mas a festa acaba cedo porque na terça-feira de manhã ele vai a São João do Meriti, cidade da Baixada Fluminense, onde a Actionaid, organização não-governamental britânica, financia a Casa da Cultura, projeto que atende a 2.000 crianças e adolescentes carentes. À tarde, o príncipe Charles viaja para o Estado do Tocantins, onde visitará a capital, Palmas, e a Ilha do Bananal.
O cerimonial do Palácio de Buckingham fez poucas recomendações aos anfitriões do príncipe. A comitiva vai ocupar entre dez e 15 suítes do Copacabana Palace e três pessoas vêm só para atendê-lo: seu mordomo, que cuida das refeições, o valet de chambre, responsável por suas roupas, e um secretário.


