Delfim Vieira/Agência Estado
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Sem testemunhasJosé Rainha Júnior entre um membro do MST e um PM ao chegar ao Fórum de Pedro Canário (ES) para ser julgado pelo assassinato do fazendeiro José Machado Neto e do policial militar Sérgio Narciso, em 1989. Sem quatro das cinco testemunhas arroladas no processo, a acusação já pensa em pedir a anulação do julgamento alegando ‘‘cerceamento’’ do trabalhoO julgamento do líder do Movimento dos Sem-Terra José Rainha Júnior por duplo homicídio no Fórum de Pedro Canário, no Espírito Santo, começou ontem com a ausência de quatro das cinco testemunhas de acusação e a retirada de provas incluídas pela promotoria. O advogado Marco Antônio Gomes, um dos quatro assistentes de acusação, admitiu, no final da tarde, que Rainha possa ser absolvido e a acusação peça a anulação do julgamento, por ‘‘cerceamento’’ do trabalho.
A principal testemunha da acusação, José Jorge Guimarães, não compareceu. Ele seria o único a dizer que viu Rainha organizar a invasão à fazenda Ipuera, que resultou na morte a tiros de seu proprietário, José Machado Neto, e do soldado da Polícia Militar Sérgio Narciso, em junho de 1985. A promotoria vai contar apenas com o depoimento de Ivan Epichim, mas Gomes adiantou que o seu relato vale pouco contra Rainha. ‘‘Ele vai dizer que estava na casa de Machado quando o fazendeiro recebeu a notícia da invasão’’, informou.

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