Bogotá, 08 (AE-AP) - A rodovia Bogotá-Medellín, que une as duas maiores cidades da Colômbia, completou hoje (08) quatro dias em poder da guerrilha. Membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) bloqueiam desde sábado a via na altura dos municípios San Francisco e Cocorná. De acordo com o governador do departamento de Antioquia, Alberto Builes, milhares de veículos estão parados aguardando a liberação da via.
Ontem, o governador protestou em Medellín, capital de Antioquia, pela falta de proteção da rodovia que conecta cidades com uma população aproximada de 10 milhões de pessoas, um quarto da população do país.
O ministro da Defesa, Luis Fernando Ramírez, respondeu lembrando que é "necessário atuar com cautela, devido à presença de milhares de pessoas na área". Segundo ele, por causa disso, "não é possível entrar em batalha direta com os mais de 150 guerrilheiros que têm o controle da via sem pôr em perigo os civis".
"Esperamos tomar o controle da rodovia sem incidentes para lamentar (...), mas o ELN tem que saber que é responsável por qualquer dano que possa ser causado às pessoas sequestradas pelo grupo subversivo", afirmou Ramírez.
No município de Campo Hermoso, a 110 quilômetros de Bogotá, o ELN atacou hoje com explosivos o maior oleoduto do país, causando derramamento de petróleo e um incêndio florestal, disseram fontes da indústria petrolífera. O ataque obrigou a suspensão do bombeamento de cerca de 420.000 barris por dia de petróleo, metade da produção nacional.

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