Lima, 21 (AE-AP) - O candidato presidencial Alejandro Toledo, atual segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto no Peru, denunciou reiterou hoje (21) a existência de um plano para assassiná-lo, mas não identificou de onde partiria o plano.
Toledo disse que, desde a semana passada, 10 pessoas de diferentes setores o alertaram sobre o risco de vida que está correndo, mas advertiu que as ameaças não o desviarão de sua trajetória ascendente rumo à presidência.
O candidato, um economista de traços andinos formado nos EUA, apareceu com 22% na última pesquisa de intenção de voto realizada em Lima pelo instituto APOYO, contra 40% dado ao presidente Alberto Fujimori. O que já indica, segundo analistas, a possibilidade de um segundo turno eleitoral entre ambos.
Por isso mesmo Toledo converteu-se, a menos de três semanas do pleito, em alvo de agressões físicas (agitadores lhe atiram ovos durante suas visitas a bairros populares), e da imprensa governista, que o acusa de violência física contra a esposa, de estar ligado a um estelionatário, e de negar o reconhecimento de uma filha ilegítima.
Já por outra parte da imprensa, o candidato oposicionista que se autodenomina como "cholo" em referência à sua origem humilde está sendo chamado de "fenômeno Toledo" por sua meteórica ascensão nas pesquisas: 6 pontos percentuais em apenas duas semanas. O que leva a comparações de sua campanha com a de Fujimori em 1990, quando o atual presidente, então um obscuro candidato, acabou por derrotar o candidato favorito: ninguém menos do que o escritor Mario Vargas Llosa.

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