Curitiba - Após ficar à frente da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) por dois anos e meio, o delegado geral Riad Farhat classifica o tráfico de drogas como o principal problema de criminalidade não somente do Estado, mas de todo o País. Segundo ele, o problema é que o tráfico arrasta uma gama de crimes, como roubos, furtos e, principalmente, homicídios, seja pela disputa direta de pontos de venda, por dívida adquirida e não paga ou desacerto entre traficantes.
"Como a droga é cara, muitas vezes eles fazem consórcios para adquirirem a droga no Paraguai. Um entra com R$ 5 mil, outro com R$ 10 mil ou R$ 15 mil. Pegam esse dinheiro de cinco ou seis traficantes de médio porte e dão para uma pessoa ir até a fronteira pegar o entorpecente. Depois não preciso dizer que eles não chegam à mesma conclusão na hora de dividir o bolo, e esses desacertos costumam ser na base do homicídio, como eles não podem ir até um tribunal reclamar seus direitos", explica.
Riad Farhat informa ainda que a postura da polícia de fortalecer o combate ao pequeno traficante para reduzir o total de homicídios será mantida.
Outro problema, segundo ele, que influencia no trabalho dos policiais é o desvio de função, que ocorre em grande parte das delegacias do Estado.
"O importante é começar a retirar os presos das carceragens superlotadas. É uma medida extremamente necessária porque precisamos liberar nossos policiais para o serviço de investigação." (R.C.J.)

mockup