Primeiros resultados dão vitória a socialista Da enviada especial TATIANA BAUTZER
Santiago, 16 (AE) - Os primeiros dados preliminares divulgados hoje (16) pelo Ministério do Interior do Chile apontavam vantagem do candidato da coalizão governista Concertación, o socialista Ricardo Lagos.
Às 18h50 (19h50 de Brasília), com 50,63% das mesas apuradas, o resultado apontava para a vitória de Lagos com 51,37% do total de votos apurados até o momento, ou 1,814 milhão de votos. O candidato da oposição de direita, Joaquín Lavín, tinha conseguido 48,63% dos votos apurados até aquele momento, com 1 717 milhão de votos. Pelos resultados divulgados, a diferença entre Lagos e Lavín havia aumentado para mais de 100 mil votos, contra 30 mil votos no total do primeiro turno.
Entretanto, o comando do candidato Lavín afirmava que era necessário esperar totalizações com maior participação no total de votos antes de admitir a derrota. O candidato da Concertación também não quis se pronunciar logo após a primeira totalização, embora os chefes de seu comando se dissessem francamente otimistas com o resultado.
Na primeira totalização, Lagos teve mais de 2,7 pontos percentuais à frente de seu adversário. No primeiro turno, a vantagem de Lagos foi de apenas 0,44 pontos percentuais.
A primeira totalização apurou 3,6 milhões de votos, dos quais 98,07% foram válidos, ou 3,531 milhões de votos. Foram apurados 0,62% de votos brancos e 1,31% de votos nulos. O total de eleitores no Chile é pouco superior a 8 milhões.
Durante uma entrevista concedida pela manhã, o candidato da Concertación, Ricardo Lagos, negou que tenha sido beneficiado pelo anúncio da volta do general Pinochet ao país. "Acho que os chilenos vão votar olhando para o futuro e não para o passado", disse Lagos. Algumas pesquisas divulgadas pela imprensa chilena mostram que os chilenos não mudaram o voto por causa da volta do general do país, embora a possível volta de Pinochet tenha sido muito discutida alguns dias antes da eleição.





