Londrina - O objetivo é nobre: ajudar os sem-teto. Pessoas em morando nas ruas é o que não falta em Londrina. A estimativa do poder público é que pelo menos 220 estejam nessa situação. Ainda assim, Milton Santana Filho e Leonardo Aparecido Gomes têm dificuldade para conseguir adeptos para o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) na cidade.
''A primeira coisa que perguntam é se tem comida nas reuniões que ocorrem de quarta-feira. Quase todos dizem que isso não vai dar em nada, mas vamos insistir. Em Curitiba o Leonildo ficou um ano sozinho'', afirma Leonardo, referindo-se ao fundador do movimento no Estado, Leonildo José Monteiro Filho.
A iniciativa surgiu em agosto de 2004 em São Paulo, após um episódio brutal de violência. Sete moradores de rua foram brutalmente espancados e morreram no Centro da capital paulista. Motivados pelo crime, pessoas em situação de rua começaram a se organizar e no mesmo ano criaram o MNPR.
Em Londrina, a primeira reunião do MNPR aconteceu em outubro de 2010 e primeiro fórum foi realizado em março deste ano. Além da melhora no atendimento de saúde, outras reivindicações são a criação do Restaurante Popular, a implantação do Serviço de Acolhimento em Repúblicas, para atender pessoas que já estejam em fase de superação da vivência na rua, e a abertura de vagas em abrigos. Hoje Londrina conta com apenas 150, número insuficiente para atender a população de rua da cidade.

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